Bom dia, boa tarde, boa noite Navegantes,
Trazemos três mensagens que nos fazem pensar em nossa vida, no que queremos.... Autoconhecimento é tudo de bom, nos faz enxergar a nós mesmo e assim, melhor compreender e respeitar o mundo que nos rodeia !
Um ótimo FDS a todos!!
Namastê!
Equipe A&J
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Arrependeu-se do que
fez? Hora de agir feito gente grande!
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Rosana Braga ::

Quem
nunca agiu por impulso e se arrependeu depois, que atire a primeira pedra! A
grande maioria das pessoas certamente já fez algo sem pensar e depois, ao cair
em si, percebeu que deveria ter agido de modo diferente ou simplesmente não ter
feito nada, pelo menos não naquele momento. Portanto, essa sensação de
arrependimento certamente não é privilégio de poucos. No entanto, você também provavelmente conhece
aquele grupo de pessoas (e talvez até faça parte dele) que vive afirmando aos
quatro cantos nunca ter se arrependido de nada do que fez! Os mais poéticos,
inclusive, arriscam completar com "somente do que deixou de fazer". Respeitando as singularidades e lembrando que
não existe um jeito certo e um jeito errado de ser, devo dizer que,
particularmente, não acredito que arrepender-se seja ruim ou sinal de falta de
personalidade, como este grupo faz parecer. Pelo contrário, penso que denota
boa dose de consciência. Demonstra que, se fosse possível, a pessoa teria agido
com mais prudência, equilíbrio e coerência.
Bem, mas arrepender-se não basta! É preciso tentar consertar o estrago
que você causou. Primeiramente, vale procurar os atingidos e desculpar-se,
lembrando que um pedido de desculpa pode ser aceito ou recusado, e você terá de
lidar com isso. E é aí que a situação
pode complicar. Quando você magoa ou prejudica alguém que decide não te
desculpar, aquele gosto amargo do arrependimento parece teimar em não sair de
você. Neste caso, o que fazer? O fato de
você ter deixado claro que se arrependeu é um ótimo começo, mas é, sobretudo,
uma baita responsabilidade, porque arrependimento tem de ser sinônimo de
aprendizado. Tem de significar que você fará de tudo para não cometer o mesmo
erro. Tem de mostrar que você merece uma segunda chance. De todo modo, ainda assim, o outro pode não
conseguir te perdoar. Isso se chama "consequência". Tudo o que
fazemos na vida nos rende consequências. Umas boas, outras nem tanto. E
ingressamos na vida adulta com méritos justamente quando aprendemos a crescer e
nos tornar melhores, especialmente com nossos próprios equívocos. Enfim, arrependimento não conserta o que foi
quebrado, não desfaz o que foi feito e não garante que você seja perdoado.
Ainda assim, é possível superar a dor que ele causa. É possível transformá-lo
em algo bom. E, acima de tudo, deve ser um convite ao autoperdão! Até porque se
você mesmo não se perdoar, terminará empacado numa espécie de buraco, sem
conseguir seguir adiante. Sem conseguir crescer. Por essas e outras, além de se perdoar, que
tal -a partir de agora- ser mais tolerante, gentil e compreensivo diante do
erro do outro? Estou certa de que todos nós só temos a ganhar!
*Rosana Braga é Palestrante, Jornalista,
Consultora em Relacionamentos e Autora
dos livros "O PODER DA GENTILEZA" e "FAÇA O AMOR VALER A
PENA", entre outros.
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Como
vou saber se estou no caminho certo?
::
Graziella Marraccini ::

Na
semana passada, publiquei um artigo onde mencionei os efeitos do planeta Netuno
(como o naufrágio do navio Costa Concordia e outros naufrágios recentes) que em
fevereiro entra definitivamente e, nos próximos doze anos, no signo de Peixes.
O mergulho de Netuno (Poseidon para os gregos) no reino onde ele é soberano não
acontece neste momento por puro acaso. Como tudo no universo, aquilo que
acontece em nosso planeta é causado por aquela sincronicidade fantástica que só
é explicável quando a gente conhece o movimento do relógio cósmico. Por essa
razão, a astrologia é chamada de "Relógio do Destino". No nosso
universo, nada é devido ao acaso, pois tudo é regido pelas Leis Herméticas, ou
Sete Leis da Sabedoria (link final do texto). Por mais que a gente não tenha
pleno conhecimento dessas Leis que regem a manifestação da matéria, podemos
reconhecer o fluxo das energias em manifestação num determinado momento e
canalizá-las para usá-las a nosso favor. Apesar de nosso Livre-Arbítrio ser
limitado, já que não modificamos o fluxo energético do Todo, podemos nos
encaixar nesse fluxo em manifestação e, em nosso reduzido campo de atuação,
aproveitar-nos dele positivamente. Não precisamos ser vítimas do destino. No caso que analisamos atualmente, (o
mergulho de Netuno em Peixes), devemos primeiramente compreender o arquétipo
para depois colocá-lo no contexto do signo e, finalmente, na casa astrológica
correspondente no nosso mapa. Netuno é o Senhor dos Mares. A ele foi atribuído
o domínio das profundezas oceânicas onde ele permanecerá nos próximos doze anos
aproximadamente. Mesmo quando parece tranqüilo na superfície, o mar é
misterioso, insidioso, inquieto, e pode passar de calmo a agitado de um momento
para o outro. O mar que ocupa dois terços da superfície do nosso planeta e que
deu origem à vida, dá-nos o peixe que comemos, oferece-nos lazer e prazer, mas
também engole navios e tesouros e se revolta em tsunamis furiosos tanto mais
inexplicáveis que imprevisíveis! A ação
desse planeta ao qual se atribui a regência do signo de Peixes (último dos doze
signos zodiacais) pode promover vícios e virtudes, sonhos e ilusões,
criatividade e inspiração e até genialidade, mas como é difícil de dominar! Os
piscianos que o digam! Regidos por esse planeta, podem passar do riso ao choro,
da euforia à decepção, da generosidade ao egoísmo, da esperança ao desespero em
poucas horas. Por essa razão, os piscianos são tão vulneráveis, inconstantes e
sonhadores. Netuno, chamado de Solvente Universal, dissolve as fronteiras que
separam as pessoas umas das outras e solta o controle rígido que sustenta
nossas defesas. Netuno é a antítese de Saturno, pois derruba os muros que são
as defesas que costumamos erguer para nos proteger e permite que aquelas partes
da psique que mantemos sob controle, soltem-se e aflorem, chegando à
superfície. Por essa razão, sua energia é tão criadora e é dela que se nutrem
os artistas! Então, caros leitores, já
refletimos sobre como Netuno age na coletividade, não é mesmo? O recado é este:
chegou o tempo da humanidade se preocupar com as águas, mares, oceanos, rios
que são a fonte de nossa vida! Porém, como Netuno age sobre nós, como
indivíduos? Como Netuno passa doze anos num signo, ele influencia toda uma
geração, por isso, é considerado um planeta coletivo. No entanto, ele também
age sobre cada um de nós, de forma positiva ou negativa. Tudo vai depender de
nós, de como faremos o aprendizado "netuniano". Sob sua ação, passamos o limite da realidade e
entramos no reino espiritual, equilibramo-nos no abismo entre a matéria e o
espírito, lá onde se divide a razão lógica da imaginação e da inspiração. Netuno é um planeta 'invisível', pois está
envolto numa nuvem de gás que impede que vejamos o seu solo. Por essa razão,
ele influencia o 'invisível' de nossa mente, nossas faculdades psíquicas e com
sua ação nos 'tira da real'! Isso me lembra o mito de Dionísio, o Deus grego do
vinho e da poesia. Dionísio costumava reunir os seus devotos seguidores em
orgias regadas a vinho e os deixava bêbados. Os efeitos intoxicantes e libertadores
do vinho (o álcool relaxa as defesas) fazia com que eles se abandonassem,
levados por sentimentos de enlevo, êxtase e euforia, e deixavam de lado aquelas
regras e limitações (Saturno) que normalmente norteavam suas ações. É dessa
forma que Netuno age sobre nós! Dionísio, sob os eflúvios do álcool (atualmente
tem outras drogas igualmente poderosas) se fantasiava, vestindo-se com peles de
animais, e promovia orgias com mulheres e vinho. Igualmente, sob o trânsito de
Netuno e, especialmente, se ele está em aspecto de tensão com os luminares,
podemos descobrir que nosso mundo está desmoronando, que as estruturas e apoios
sobre os quais construímos nossa 'segurança' estão desaparecendo, e o controle
de nossa vida nos escorrega das mãos. O efeito pode ser assustador! Pode ser
também muito difícil aceitar que seu Eu Interior está precisando desse
aprendizado, no entanto, tenham certeza que essa 'dissolução de fronteiras' é
útil para o crescimento espiritual. Do mesmo modo que Dionísio, que teve seu corpo
despedaçado pelos Titãs (Saturno era um Titã) e renasceu novamente graças à
ajuda de Atena que deu o seu coração recuperado a Zeus (Júpiter) que lhe
devolveu a vida, podemos renascer, mesmo se formos despedaçados. A esse
propósito, lembremos que Júpiter era o antigo regente do signo de Peixes antes
do descobrimento de Netuno. Caros
leitores, sob a ação de um trânsito de Netuno, morremos e renascemos várias
vezes! Porém, mesmo se somos reduzidos em pedaços, encontraremos dentro de nós
a essência que nos devolverá a vida! A centelha divina que reside em nosso
coração nos fará renascer. Não é uma imagem maravilhosa essa que nos oferece a
mitologia? O que nos salva e nos oferece a chance de renascimento é o coração,
ou seja, nossa essência divina. Ou seja, é em nosso Chakra Cardíaco que reside
nossa redenção! Os sentimentos de generosidade, compassividade, amor ao
próximo, deverão ser as ferramentas para nosso renascimento e se as usarmos
adequadamente saberemos, em nosso íntimo, que estamos no caminho certo para
nossa evolução espiritual. Continuarei
as reflexões sobre os efeitos deste planeta em nossa vida, nos próximos
artigos, mas aqueles que desejarem se aprofundar no autoconhecimento, oferecido
pela astrologia, podem aproveitar a promoção especial (pacote Mapa Natal +
Previsão Anual ou Previsão Anual + Revolução Solar) que permanecerá válida até
final de fevereiro e pedir uma análise personalizada. Visitem meu site pessoal
- www.astrosirius.com.br - e informem-se sobre as várias consultas. Desejo que o Amor inunde o seu coração e
acompanhe seus atos a todos os momentos do dia! São Paulo, 24 de janeiro de 2012
*Graziella Marraccini é
astróloga, taróloga, cabalista e estudiosa de ciências ocultas e dirige a
Sirius Astrology.
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Crescimento
::
Elisabeth Cavalcante ::

A
idéia de crescimento, em geral, está relacionada aos aspectos físicos do ser
humano, porém, ele é muito mais amplo e ultrapassa os limites do crescimento
biológico. Crescer, no sentido mais
profundo, significa superar a dimensão meramente animal e ir além da busca pela
satisfação das necessidades básicas à sobrevivência. Se não nos dedicarmos ao desenvolvimento de
nosso crescimento emocional e espiritual, certamente levaremos uma vida muito
menos preenchida da verdadeira satisfação.
Esta é uma tarefa que deveria, pelo menos a princípio, ser estimulada
desde nossa mais tenra infância. Entretanto, não é o que acontece à maioria das
pessoas. Vamos, aos poucos,
direcionando o foco de nossa vida ao mundo exterior, na busca de conquistas
materiais, que embora necessárias, não constituem, em absoluto a única razão da
vida. Ao contrário, se não alimentarmos
a dimensão interior de nosso ser, ao perdermos momentaneamente as bases
materiais que nos sustentam, podemos sucumbir de modo definitivo ao desespero,
à angustia e à depressão. Refazer esta
rota e retomar o caminho do qual fomos desviados, resgatando a conexão com a
única realidade verdadeira, -o divino-, só pode ser possível se estivermos
firmemente determinados a fazer de nossa vida uma trajetória de paz e alegria,
ao invés de um simples caminhar ao encontro da morte.
"Você disse recentemente que a maior
parte da humanidade está vegetando, não vivendo. Por favor, explique para nós a
arte de viver de maneira que a morte possa tornar -se também uma celebração.
...O homem nasce para
atingir a vida, mas tudo depende dele. Ele pode perdê-la. Ele pode seguir
respirando, ele pode seguir comendo, ele pode seguir envelhecendo, ele pode
seguir se movendo em direção ao túmulo - mas isto não é vida. Isto é morte
gradual, do berço ao túmulo, uma morte gradual com a duração de setenta anos.
E porque milhões de
pessoas ao redor de você estão morrendo esta morte lenta e gradual, você também
começa a imitá-los. As crianças aprendem tudo daqueles que estão em volta delas
e nós estamos rodeados pelos mortos. Então, temos primeiro que entender o que
eu quero dizer por 'vida'. Ela não deve ser simplesmente envelhecer. Ela deve
ser desenvolver-se. E isto são duas coisas diferentes. Envelhecer, qualquer
animal é capaz. Desenvolver-se é a prerrogativa dos seres humanos. Somente uns
poucos reivindicam o direito.
Desenvolver-se significa
mover-se a cada momento mais profundamente no princípio da vida; significa
afastar-se da morte - não na direção da morte. Quanto mais profundo você vai
para dentro da vida, mais entende a imortalidade dentro de você. Você está se
afastando da morte; chega um momento quando você pode ver que a morte não é
nada, apenas um trocar de roupas ou trocar de casas, trocar de formas - nada
morre, nada pode morrer. A morte é a maior das ilusões que existe.
Para se desenvolver,
simplesmente observe uma árvore. Enquanto a árvore cresce, suas raízes estão
crescendo para baixo, mais profundas. Existe um equilíbrio; quanto mais alto a
árvore vai, mais fundo as raízes irão. Você não pode ter uma árvore de cento e
cinqüenta pés de altura com pequenas raízes; elas não poderiam suportar tal
árvore imensa. Na vida, se desenvolver significa crescer profundamente para
dentro de você mesmo - que é onde suas raízes estão.
...Para mim o primeiro
princípio da vida é meditação. Tudo o mais vem em segundo lugar... Meditação
significa entrar na sua imortalidade, entrar na sua eternidade, entrar na sua
divindade. E a criança é a pessoa mais qualificada porque ela ainda está sem a
carga da educação, sem a carga de todo o tipo de lixo. Ela é inocente. Mas
infelizmente a sua inocência está sendo condenada como ignorância.
Ignorância e inocência
têm uma similaridade, mas elas não são a mesma coisa. Ignorância também é um
estado de não conhecimento, tanto quanto a inocência é. Mas existe também uma
grande diferença, que passou despercebida por toda a humanidade até agora. A inocência
não é instruída - mas também não é desejosa de ser instruída. Ela é totalmente
contente, preenchida...
O primeiro passo na arte
de viver será criar uma linha de demarcação entre ignorância e inocência.
Inocência tem que ser apoiada, protegida - porque a criança trouxe com ela o
maior tesouro, o tesouro que os sábios encontram depois de esforços árduos. Os
sábios têm dito que se tornaram crianças novamente, que eles renasceram.
...Limpe a sua mente de
tudo o que não é conhecido por você, de tudo o que é emprestado, tudo o que
veio da tradição, convenção, tudo o que lhe foi dado pelos outros.
Simplesmente, desfaça-se disto. Novamente seja simples, mais uma vez seja uma
criança. E este milagre é possível pela meditação.
...O ser é você e
descobrir o seu ser é o começo da vida. Então, cada momento é uma nova
descoberta, cada momento traz uma alegria. Um novo mistério abre as suas
portas, um novo amor começa crescer em você, uma nova compaixão que você nunca
sentiu antes, uma nova sensibilidade a respeito da beleza, a respeito da
bondade. Você se torna tão
sensível que, inclusive, a menor folha de grama tem uma imensa importância para
você. Sua sensibilidade torna claro para você que esta pequena folha de grama é
tão importante para a existência quanto a maior estrela; sem esta folha de
grama, a existência seria menos do que é. E esta pequena folha de grama é
única, ela é insubstituível, ela tem a sua própria individualidade.
E esta sensibilidade
criará novas amizades para você - amizades com árvores, com pássaros, com
animais, com montanhas, com rios, com oceanos, com estrelas. A vida se torna
mais rica enquanto o amor cresce, enquanto a amizade cresce... Quando você se
torna mais sensível, a vida se torna maior. Ela não é um pequeno poço, ela se
toma oceânica.
...A meditação lhe traz
sensibilidade, uma grande sensação de pertencer ao mundo. Este é o nosso mundo
- as estrelas são nossas e nós não somos estrangeiros aqui. Nós pertencemos
intrinsecamente à existência. Nós somos parte dela, nós somos o coração dela. Em segundo lugar, a
meditação irá lhe trazer um grande silêncio - porque todo o lixo do
conhecimento foi embora, pensamentos que são partes do conhecimento foram
embora também... Um imenso silêncio e você é surpreendido - este silêncio é a
única música que existe. Toda música é um esforço para manifestar este silêncio
de algum modo.
...A morte deveria ser
uma aceitação pacífica, uma entrada amorosa no desconhecido, um alegre
despedir-se dos velhos amigos, do velho mundo... Comece com a meditação e
muitas coisas crescerão em você - silêncio, serenidade, êxtase, sensibilidade.
E o que quer que venha da meditação, tente trazê-lo para a sua vida.
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tudo o que é compartilhado cresce mais rápido. E quando você atingir o momento
da morte, você saberá que não existe morte. Você pode dizer adeus, não existe
necessidade de nenhuma lágrima de tristeza - talvez lágrimas de felicidade, mas
não de tristeza".
Osho,
O Livro da Cura.
*Elisabeth Cavalcante é
Taróloga, Astróloga, Consultora de I Ching e Terapeuta Floral.
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